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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Jon Bon Jovi fala sobre o sucesso de "The Circle", quarto disco da banda a chegar ao topo das paradas

Jon Bon Jovi não planejava lançar um novo álbum em 2009, muito menos almejava conseguir o quarto álbum de sua carreira a chegar ao primeiro lugar nas paradas, com “The Circle”.

Seu plano de jogo era bem simples: após o sucesso platinado de “Lost Highway” (2007) e o lançamento de um documentário, “When We Were Beautiful” (2008), ele e seus companheiros de banda do Bon Jovi iam apenas gravar algumas poucas novas faixas para serem incluídas em uma coletânea de sucessos, que ele prometeu à sua gravadora em troca dela ter permitido a gravação do comercialmente arriscado, influenciado por Nashville, “Lost Highway”.

Isso foi em setembro de 2008, disse Bon Jovi, quando “não havia muito a respeito do que escrever”, nos meses finais do governo Bush.

“O mercado de ações ainda estava vivendo um boom, todo mundo estava desfrutando”, disse o cantor e compositor, falando por telefone de Londres. “Então, em outubro, o mundo mudou drasticamente e se você abrisse seus olhos e ouvidos, havia assunto de sobra. E outubro levou a dezembro, com as coisas tipo Bernie Madoff, a queda do mercado de ações e o medo de falência de Detroit... Então começamos a compor um tipo diferente de canção.”

Bon Jovi e o guitarrista Richie Sambora compuseram muitas delas, na verdade.

“Nós começamos a compor canções sem nos preocuparmos em cumprir quaisquer compromissos, compor sucessos ou coisas assim”, diz Bon Jovi.

Então, em janeiro de 2009, ele se viu na sala do presidente de Island Def Jam, L.A. Reid, tocando meia dúzia de novas canções e propondo algo consideravelmente diferente da coletânea de sucessos que planejavam.

“Nós nos sentamos e tivemos uma conversa honesta, de gravadora, à moda antiga. E ele disse: ‘Minha experiência é de que se um artista realmente tem alguma coisa a dizer e você engaveta, o tempo passará e aquilo ficará datado. Façam o que têm que fazer. Façam o que quiserem, como quiserem, e veremos como faremos’.”

Essa provou ser a decisão certa. Em novembro, “The Circle” seguiu o exemplo de “Lost Highway” ao estrear no primeiro lugar na parada Billboard 200, com vendas na primeira semana de 163 mil cópias, e também ocupando o primeiro lugar nas paradas no Canadá, Alemanha e Japão. Bon Jovi também fez um pouco de história como “Artista Residente” na NBC, quando a banda estava presente em todos os programas da emissora, do “Today” e “Saturday Night Live” até o noticiário “The NBC Nightly News”, passando por eventos esportivos e até mesmo no programa “Inside the Actor’s Studio” do canal Bravo, uma subsidiária da NBC. A seguir virá uma turnê mundial que começará em 19 de fevereiro.

“Nós estamos muito além do conceito de pensar ‘Oh, como faremos para chegar ao Top 40 das rádios?’”, diz Bon Jovi, cuja banda já teve 20 sucessos Top 40 desde sua origem em Sayerville, Nova Jersey, em 1983. “Nós já estamos presentes há muito, muito tempo. Nós estamos –no melhor sentido, eu acho– bem estabelecidos, então podemos nos concentrar no trabalho e no tipo de qualidade desse trabalho.”

“Isso é o mais importante para nós agora e é ótimo podermos fazer isso.”

“As canções de ‘The Circle’ são habitadas por homens e mulheres comuns, que declaram que ‘We Weren’t Born to Follow’ (nós não nascemos para seguir), lembram de dias mais simples em ‘When We Were Beautiful’ (quando éramos bonitos), esperam ‘Live Before You Die’ (viver antes que você morra), procuram ‘Work for the Working Man’ (trabalho para o trabalhador) e tentam viver segundo o credo de que ‘Love’s the Only Rule’ (o amor é a única regra), com frequência em hinos contagiantes, com batidas de sacudir os altofalantes e refrões do tipo que soam melhor quando cantados por um estádio cheio de fãs.

É um som que tem tanto músculo quanto carne, uma abordagem que o Bon Jovi –que também inclui o tecladista David Bryan e o baterista Tico Torres (o baixista Alec John Such saiu em 1994)– desenvolveu cuidadosamente em 11 álbuns de estúdio que venderam mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo.

O próprio Bon Jovi reconhece, entretanto, que isso não é necessariamente o que ele aspirava em seus primórdios como astro do rock.

Fonte: UOL
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